Saúde e Doença

Saúde e Doença

Quase todo mundo imagina saber a diferença em doença e saúde. Afinal, imaginamos, doença é o contrário de saúde. É verdade isso? Doença é o contrário de saúde? A resposta é dúbia: sim e não.

O que é ter saúde?

No conceito “popular” ter saúde é não ter doença, entendida a doença como uma indisposição física ou emocional.

Assim, ela viria da alteração do funcionamento de um órgão qualquer (coração, estômago, pâncreas) ou da contaminação por substâncias, bactérias, vírus, trazendo mal-estar, dor e, muitas vezes, ameaça à vida.

Costumamos entender também como doença um desconforto emocional mais sério, manifestado como depressão, ansiedade, compulsão, etc.

Contudo, depois de muito estudo e observação, esse entendimento mudou, principalmente depois da constituição da Organização Mundial da Saúde. Os pesquisadores internacionais chegaram à conclusão que: “A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade.”

A OMS foi além, registrando que o estado de saúde é “um dos direitos fundamentais de todo o ser humano, sem distinção de raça, de religião, de credo político, de condição econômica ou social”.

Esse entendimento está já disseminado entre os profissionais da área da saúde em todo mundo: médicos, psicólogos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas.

Bem-Estar

Hoje, cuidar de uma doença não se limita a cuidar de uma patologia, mas implica dirigir um olhar inclusivo para o paciente, buscando entender as variáveis que o levou à situação que apresenta e orientá-lo na busca do “completo bem-estar”.

Por razões óbvias, esse estado de “completo bem-estar” está ainda um pouco distante da nossa realidade, pois depende de uma estruturação econômica e social que muitos países ainda estão longe de alcançar.

Entretanto, pode-se viver próximo disso, desde que consigamos olhar para as questões da nossa vida de um modo mais compassivo, considerando que tudo é transitório e o que nos acontece como resultado das nossas escolhas.

É preciso considerar, ainda, que o grande problema não é tanto o que nos acontece, mas como percebemos, vemos ou sentimos o que nos acontece.

Na verdade, tudo depende de como lidamos com o que nos acontece.

Para lidarmos bem com os acontecimentos da nossa vida, devemos estar atentos especialmente à nossa saúde emocional, desenvolvendo um senso crítico adequado e uma compreensão do que ocorre à nossa volta, estabelecendo um padrão de vida adequado à nossa condição, cuidando dos problemas tão logo eles apareçam e, dentro do possível, cultivando alegria e esperança.

Nesse sentido, os cuidados psicológicos são indispensáveis.

Nossa saúde emocional, ao final, é que dará a tônica da nossa vida, colocando-nos ou retirando-nos da condição ideal de “estado completo de bem-estar”.

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