Em texto anterior, listamos os sintomas da depressão, para ajudar você a perceber se está ou não em um estado depressivo. Hoje vamos falar sobre como lidar com esses sintomas.
Você sabe o que é condicionamento?
Em psicologia, o condicionamento é explicado como um processo em que, pela repetição, se associa um estímulo a uma reação de um animal ou de uma pessoa.
Um exemplo simples disso: toda vez que ouvimos uma música de que gostamos, temos um sentimento de bem-estar. Quanto mais repetimos a música, melhor nos sentimos. Isso ocorre porque a música ativa em nosso cérebro determinadas áreas que lidam com a percepção do prazer.
Um outro exemplo: uma criança que tem um pai agressivo, que grita sempre com ela, tenderia a, na vida adulta, se sentir ansiosa ou raivosa sempre que uma figura de autoridade (professor, chefe etc.) falar com ela de uma forma mais firme; tendo uma sensação de medo ou de raiva.
Isso ocorre porque a agressividade também ativa determinadas áreas em nosso cérebro área responsáveis pela nossa reação de defesa.
Enfim, a repetição de um estímulo nos causa reações. Muitos sentimentos depressivos são condicionamentos feitos pelo nosso pensamento, ou seja, os sentimentos depressivos foram e continuam sendo condicionados pelo nosso pensamento.
Se não conseguimos ainda lidar com os estímulos que nos chegam de outras pessoas ou do ambiente, devemos nos empenhar em lidar com os nossos próprios condicionamentos negativos.
Pensamentos
Não há dúvida: os sintomas depressivos estão quase sempre condicionados pelo nosso pensamento, quer se acredite que os pensamentos causam a depressão, quer se julgue que a depressão é uma manifestação fisiológica que afeta os pensamentos.
Seja como for, é fato que os pensamentos são distorcidos nesse processo, e essa alteração gera os desconfortos que caracterizam a depressão.
Precisamos considerar sempre que os pensamentos são a expressão do julgamento que fazemos das coisas, mas eles não são as coisas em si.
Ao vivenciarmos estados depressivos, costumamos fazer julgamentos incorretos de acontecimentos e situações, geralmente atribuindo a eles um valor e um significado que eles não têm.
Disso decorrem os sentimentos de baixa autoestima como incapacidade, desvalor e impotência. Sem que se queira, nos transformamos no patinho feio da história, no diferente, no que nunca será como os demais.
É preciso cuidar da qualidade do pensamento, criando um ambiente mental adequado. Para isso, é importante evitar as ideias de violência, pessimismo e crueldade.
Esses sentimentos pesam na economia emocional, afetam o bem-estar e provocam alterações no nosso mecanismo de controle do estresse. Ao ter pensamentos desse tipo, imagine o quanto custa emocionalmente para você pensar dessa forma.
Como a fala é a representação do pensamento, também é recomendável evitar as conversas em que preponderem a irritação, a maledicência, o medo, o pessimismo, além de comentários sobre crimes, violências, desastres e outros tantos temas ligados a esse momento histórico que estamos vivendo. Tudo isso é muito corriqueiro na mídia e nas redes sociais.
A dica é ter a alegria e a confiança como base dos nossos pensamentos.
É possível mudar a forma de pensar e estabelecer um novo patamar de conforto íntimo, segurança e tranquilidade.
Como recomenda Gabriel, o Pensador, na sua música “Se liga aí”:
“Pensa! O pensamento tem poder.
Mas não adianta só pensar.
Você também tem que dizer!
Diz! Porque as palavras têm poder.
Mas não adianta só dizer. Você também tem que fazer!
Faz! Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois que tudo acontecer.”
Não é isso?




